domingo, 7 de junho de 2009

Apreciação final:


Este trabalho realizado a longo deste ano lectivo foi bastante enriquecedor.
No inicio do ano tinha pouca experiência de leitura, e este trabalho ajudou-me a ganhar gosto pela leitura.
O incentivo que temos nas aulas para ler é muito bom, não só melhoramos a nossa cultura literária como melhoramos também a nossa escrita.
Penso que foi positivo este trabalho.

Conheci melhor os diferentes escritores, o grande Camilo Castelo Branco, o romancista Português, que boas obras tem, mas que nem toda a gente aprecia.

Penso que toda a gente deve ter gosto pela leitura, tiramos sempre uma boa lição de cada livro.




  • Neste período decide não fazer os resumos dos livros para não estar a revelar a história toda, espero que com as sinopses dos livros que coloquei fiquem aliciados á leitura de algum deles.

Nicholas Sparks


Nota biográfica:

Nicholas Sparks (nasceu a 31 de Dezembro de 1965, Omaha, Nebraska) viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «O Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.



  • De seguida deixo, a minha opinião sobre a experiência de leitura acerca de um livro que li deste autor.

As Palavras Que Nunca Te Direi- Nicholas Sparks


Sinopse:


“O autor do bestseller “o Diário da Nossa Paixão”, já publicado nesta colecção, volta com um novo êxito, provando que tem mais para dizer acerca das emoções profundas e prementes que fazem pulsar o coração humano. Esta sua nova história reúne um homem e uma mulher cujas vidas tinham aparentemente perdido o sentido, após as dolorosas perdas sentimentais. Theresa, divorciada e mãe de um adolescente, é colaboradora de um jornal onde escreve sobre relações entre pais e filhos. Garret é professor de mergulho e vive na orla costeira, onde possui um magnifico veleiro restaurado por ele e pela falecida mulher. Aquilo que vai fazer com que as suas vidas se cruzem e lhes dará um novo, inesperado, sentido, é uma série de mensagens que ele lança ao mar em garrafas seladas.
Cartas pungentes de amor e saudade… Durante umas férias passadas á beira-mar, Theresa virá um dia a encontrar uma dessas cartas. Obcecada pela estranheza do achado, começa uma busca que levará a tentar descobrir a verdade acerca de um homem e das suas memórias. Um romance empolgante, emocionalmente intenso, que trata com grande delicadeza a força e a fragilidade das grandes paixões.”

A minha opinião:

Já me tinham falado muito deste autor, Nicholas Sparks, de todos os seus livros com grande êxito que foram passados a filmes.
Nicholas Sparks é um famoso romancista que tem uma legião de fãs em todo mundo. Foi o que me levou a ler este livro pelo enorme êxito, e tinha grandes expectativas para este livro, as quais foram superadas.
As Palavras Que Nunca Te Direi é um livro pelo qual me interessei bastante desde a primeira página, é uma bonita história de amor perdido e reencontrado.
Garret, era um homem bastante romântico que sofrera bastante pela perda da sua mulher, a sua angústia era tanta que ele não conseguia parar de pensar naquele amor e nunca lidou bem com aquela perda. Sempre que se sentia angustiado e mais sozinho escrevia lindas cartas de amor para a sua falecida mulher, atirava essas cartas ao mar dentro de uma garrafa.
No outro lado do oceano, Theresa, uma mulher que também sofria devido a desgosto amoroso causado pelo divórcio encontrou uma dessas cartas, de imediato ficou obcecada por aquele homem, que exprimia os seus sentimentos de maneira tão sincera.
O destino aproximou-os, conheceram-se e apaixonaram-se mas aquele amor estava condenado ao fracasso, pois Garret não se conseguia livrar das memórias da sua falecida mulher.
É uma linda e verdadeira história de amor. O amor não tem apenas coisas boas, infelizmente também coisas más. Quando somos obrigados a separar-nos de pessoas que são realmente importantes pode ser muito difícil e isso influência o resto da nossa vida
Este livro é de aliciante leitura pois todos os sentimentos que estão envolvidos em todos os momentos tornam este livro especial.
As cartas que Garret escrevia eram realmente muito bonitas, e o amor que ele sentia era profundo, era um amor sincero.
Sinceramente não gostei muito da maneira que acabou o livro, quando Garret percebeu e decidiu escolher o seu novo amor, Theresa, teve de partir para outro mundo, acaba de uma maneira triste mas aquele novo amor ia ser também profundo e durar para sempre.
O amor verdadeiro é profundo e dura para sempre!
Nada separa um grande amor, nem mesmo a morte.
Gostei do livro, para quem gosta de romances, recomendo!
Como muitos outros livros do Nicholas Sparks, " As Palavras Que Nunca Te Direi", devido ao seu grande êxito passaram a filme e aqui deixo o trailler do filme.

Anita Shreve


Nota biográfica:


Anita Shreve começou a escrever ficção enquanto trabalhava como professora de liceu. Apesar de uma das suas primeiras histórias - Past The Island, Drifting - ter sido galardoada com o O Henry Prize em 1975, Shreve tornou-se jornalista, pois considerava que não conseguia ganhar a vida apenas como escritora. Viajou para África, passando três anos no Quénia, escrevendo artigos para revistas como Quest, US e Newsweek. De volta aos Estados Unidos, começou a angariar fundos para crianças e a escrever artigos como freelance para revistas. Shreve publicou, mais tarde, dois livros de não-ficção – Remaking Motherhood e Women Together, Women Alone, a partir de dois desses artigos publicados na New York Times Magazine. Ao mesmo tempo, começou a escrever Eden Close, o seu primeiro romance. Com a sua publicação em 1989, largou o jornalismo, passando a escrever ficção a tempo inteiro.



Desta autora apenas li dois livros, e é desses dois livros que eu vou opinar no meu blog, que de seguida publicarei.


A Praia do Destino- Anita Shreve


Sinopse:


“Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de Boston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…”



  • Opiniões da imprensa:



  • “O talento de Anita Shreve é assombroso; A Praia do Destino é uma obra cheia de força e magnificamente escrita.”

Sunday Times



  • "Um excelente romance sobre os segredos que guardam as pessoas que pensamos conhecer intimamente.”

Daily Telegraph



  • “O livro ideal para ler numa noite de Verão com o som do mar como pano de fundo. Anita Shreve é uma excelente contadora de histórias, tem um assombroso talento para manter o leitor na expectativa até ao fim.”

Washington Post



  • “A Praia do Destino é um livro de leitura compulsiva. Anita Shreve descreve com precisão, intensidade e subtileza a forma como uma rapariga adolescente mergulha numa paixão arrebatadora e condenada.”

Boston Globe


A minha opinião:Adicionar imagem

Por influência do outro livro que li da autora, e por comentários que vi na Internet acerca deste livro eu decidi lê-lo, tinha grandes expectativas acerca deste livro, e todas elas foram superadas e ultrapassadas.
Gostei imenso de ler este livro penso que tem uma história muito interessante, e na minha opinião este livro supera e muito “ A Casa na Praia”.
O enredo é fascinante, a trama, as personagens são marcantes, tudo neste livro gostei.
Este livro apresenta 3 fases distintas; o amor impossível e a perdição desse amor, a separação e a angústia causada, e a luta pelo amor.
Normalmente quando os pais criam os seus filhos, e a medida que eles começam a crescer, os pais têm a tendência de tentar escolher a vida que eles querem para os filhos, muitas das vezes sem se importarem se é aquilo que os filhos querem.
Decidem o futuro dos filhos como se tratasse do futuro deles próprios, proíbem os filhos de tudo e de mais alguma coisa, para tentar que o seu filho seja perfeito, mas por vezes não entendem que isso pode ser pior. Quanto mais se proíbe mais fácil é de uma pessoa errar. Proibir, ou esconder a realidade não é a melhor maneira de ensinar, cada um tem que aprender com os seus próprios erros.
Era isso que acontecia neste livro, os pais de Olympia tentavam a educar da melhor maneira possível, formando-a de uma maneira muito intelectual, queriam o melhor para o futuro dela (é o que todos pais desejam, é o melhor para os seus filhos), inseriam-na nos seus grupos de amigos para ela se habituar àquela vida, mas uma jovem de 15 anos também tem de ter espaço para se divertir, e muitas das vezes não acontecia isso.
Nesta idade existe muito a curiosidade de saber tudo e mais alguma coisa, mas os pais preferiam não falarem disso, eram os pais distantes que na minha opinião não lhe davam muito amor, pelo menos não demonstravam muito afecto, é um pouco influência da época que estava (1990).
Com tudo isso foi muito fácil para Olympia se apaixonar, pelo homem mais velho e isso mudou-lhe toda a sua vida. A maneira dela ser mudou completamente, deixou-se levar pelos seus sentimentos, e por aquele amor quase impossível, sabia que iria magoar muita gente quando se descobrisse mas mesmo assim decidia arriscar tudo por aquele amor, e lutou e acreditou nele sempre, nem mesmo a separação que eles se viram obrigados a ter, os afastou realmente.
Daquele amor impossível houve um filho mas foi obrigada a separar-se não só do pai mas também do filho. Apenas pode ver o filho uns instantes, mas aqueles instantes fizeram com que ela o amasse muito, e a ajudasse a lutar por ele, foi obrigada a “exilar-se” só para manter as aparências.
Mas os pais não a ajudaram, é sempre mais fácil esconder uma verdade que pode ser tão dura. É normal os pais agirem daquela maneira, a filha que eles sempre tentaram educar da melhor maneira possível os desiludiu tanto, mas na minha opinião aqueles pais erraram e muito, apesar do erro enorme que a filha cometeu eles tinham era de a ajudar!
Um pai tem de apoiar nos piores e nos melhores momentos. Vai esconder os seus filhos só porque erraram? Toda a gente tem direito ao perdão e á compreensão mesmo que seja muito difícil de entender as razões porque aquilo foi feito.
A partir deste momento do livro, a história tornou-se mais interessante, mostrou a luta, a coragem que esta jovem mãe teve de passar, tudo aquilo que sofreu, tudo aquilo que enfrentou.
Nesta época a igreja comandava muito na vida das pessoas, e aquele erro que Olympia cometera, fazia dela uma má pessoa, uma pessoa sem escrúpulos.
Olympia sempre se demonstrou uma pessoa forte, apesar de perder o seu filho lutou sempre para o poder ter de novo nos seus braços, e quando levou esta luta a tribunal e ganhou a custódia do filho ela prescindiu o amor deste filho pois não queria que ele sofresse com a separação da mãe adoptiva, mostrou ser uma boa pessoa, pois não pensava só no seu bem-estar.
Com este livro vê-se perfeitamente as dificuldades que os trabalhadores emigrantes passavam. Toda a miséria toda a precariedade que eram obrigados a passar, e a ensinar os seus filhos que aquilo era um bom futuro. Reforça a ideia das más condições que se vivia na época de 1990 em Nova Inglaterra (Nova Iorque), eram obrigados a viver em casas com fracas condições e infelizmente tinham uma pequena esperança média de vida pois o emprego que estavam sujeitos levava a graves problemas de saúde, o mais frequente: o “pulmão branco”.
Os emigrantes franco canadianos eram a maioridade naquela região, e mostraram ser um grupo bastante unido pelas suas origens e lutavam e eram rivais de outras “etnias”.
Achei engraçado o facto de este livro de algum modo “continuar” e aprofundar mais um pouco a história da casa do livro “A Casa na Praia”.
A casa em que a família da Olympia viviam era a mesma casa do outro livro e mais uma vez reforçou a história desta casa, Olympia fez dela algo de bom, pois ajudou a todas as jovens que passaram pelo mesmo que ela, continuou mas de uma maneira mais humana o que já tinham feio no passado naquela casa.
Este livro é de facto muito interessante, apesar de não ter muita experiência de leitura, para mim este foi o melhor livro que já li.
É realmente uma história bastante surpreendente.
O esforço compensa, e o sofrimento pelo que passamos durante a nossa vida irá ser recompensado.
Tornamos-nos mais felizes com a nossa vida, quando lutamos por aquilo em que acreditamos.
O final deste livro é inesperado, mas gostei e fico contente da maneira como acabou.
Quem ler este livro tenho a certeza que não se irá arrepender, é de facto um bom livro!


A personagem mais marcante:


Sem dúvida que a personagem que mais marcou e que este livro mais focou foi Olympia.
Olympia era uma jovem bastante inteligente mas que se deixou levar pelo amor, viu-se obrigada a crescer mais rápido.
O amor pode mudar e muito a vida de uma pessoa e quando esse amor é proibido e não é aceite torna-se ainda mais difícil.
Os preconceitos pelo que passou a sua luta pelos dois amores perdidos fizeram dela a mulher coragem. Teve de lutar contra tudo e todos, mas no fim todo o esforço é recompensado. O amor supera tudo, e conseguiu mudar também a maneira de seus pais tornando-os mais afectuosos.
Naquela época tudo era mais difícil, e apesar de esta mulher ser muito inteligente, bem-educada, não era bem vista pois cometera um grande erro, apaixonou-se. Mesmo assim mudou as ideias da época enfrentou os preconceitos da sociedade, e todas as invejas e pessoas que só lhe queriam mal!
É apenas um livro, é apenas ficção mas todos nós devíamos ter esta coragem, de enfrentar tudo e todos, para ter e conseguir aquilo que nós queremos!

Parte preferida:

De um livro que eu gostei tanto é muito difícil escolher a melhor parte, pois tudo neste livro foi fascinante.
Cativou-me bastante o momento em que Olympia estava no tribunal em julgamento a lutar pela custódia do seu filho.
Ter de recordar todos os sentimentos que passara no passado, ter de contar todos os seus momentos vividos naquele amor que deu origem àquele filho.
Eram momentos de bastante tensão, e que foram decisivos para a sua vida. Conseguiu enfrentar tudo, as injúrias da parte da igreja, e da sociedade franco canadiana.
Superou tudo e apesar de ter de revelar o mais íntimo dos sentimentos não foi isso que a fez deixar em baixo, fez com que ela acreditasse que era capaz. Era competente para criar uma criança pois ela estava cheia de amor para lhe dar, e ela tinha mais capacidades financeiras e melhores condições para o educar.
Apesar de ganhar a custódia, não aceitou o filho, amava-o tanto que preferiu não o ver sofrer.
Esta é uma das muitas partes que adorei ler neste livro.

sábado, 6 de junho de 2009

A Casa na Praia- Anita Shreve


Sinopse:



"Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.
Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha.
Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas. "

A minha opinião:


Escolhi ler este livro por mero acaso, pois não conhecia a autora e nem sequer tinha conhecimento dos seus livros.
À medida que fui lendo, a história foi me cativando o que levou a que não desistisse da leitura.
Achei interessante o enredo e a maneira como a autora escreve, mas por vezes tornava-se confuso porque de repente a história voltava ao passado, sem por vezes me aperceber muito bem. Apesar disso gostei do livro.
A maneira como a autora descrevia os momentos com todos os pormenores, tornaram esta história agradável.
Sydney era uma mulher inteligente que sofrera bastante com o seu passado, a separação dos seus pais em criança, o divórcio e a viuvez, tornaram o seu passado sombrio e com bastantes mágoas.
Tentou esquecer essas mágoas iniciando um novo emprego onde se inseriu na família Edward, era a “professora” particular na filha mais nova do casal. Apesar de ter uma grande afeição pelo patriarca da família e de ter um bom relacionamento com este o mesmo não acontece com a matriarca que não lida muito bem com ela, trata-a como uma intrusa.
As envolvências com esta família vão marcar esta história. Sydney apaixona-se de novo por um dos filhos (tinham 2 filhos e uma filha) do casal, mas este amor não tem grande futuro pois ela apenas foi usada, pois ambos os irmãos eram rivais e andavam muitas das vezes á disputa. Viu-se inserida numa briga que ela não queria entrar magoando a ainda mais.
A história desta família todos os problemas todas os preconceitos que possuíam marcaram a história. Os preconceitos de religiões, de classes, o sofrimento causado por separações quer sejam amorosas ou paternais mudam muito a vida de uma pessoa, e o passado, por muito que não queiramos, influencia o nosso futuro, pois as mágoas e as más lembranças permanecem sempre na memória, sendo por vezes muito difícil de ultrapassar.
O divórcio é um problema bastante actual e o casal não sofre sozinho com isso, leva os filhos a sofrerem também, podendo estes ficarem com traumas para toda a vida.
A homossexualidade também foi um tema interessante que foi abordado. Cada pessoa tem a livre vontade de escolher o seu futuro e não podemos der julgados por isso.
Todos estes temas tornaram este livro agradável.
Gostei do livro e recomendo!
Personagem marcante:


Apesar de não ser uma personagem principal a Julie Edwards foi a que eu mais gostei.
Pois ela era uma jovem com alguns atrasos e que era pressionada pelos pais (principalmente pela mãe) a ser aquilo que ela não queria ser.
Representou um assunto que nos dias de hoje, em Portugal, ainda gera algum tipo de tabu, refiro-me á homossexualidade.
Em alguns países, pessoas com diferentes tendências sexuais são descriminadas e muitas das vezes humilhadas, e com esta personagem deu para ainda reforçar a ideia e acabar com os preconceitos.
Cada pessoa faz a sua escolha, o que importa é que consigam ser felizes, pode-se ter diferentes gostos mas não é por isso que vamos deixar de ser tratados como igual, todos têm ao direito ao respeito.


  • Momento do livro que mais gostei:


Gostei de todo o livro mas a parte que me fascinou mais foi no dia do terceiro casamento de Sydney.
Ela pensava que iria ter um casamento feliz, mas quando Jeff parte de barco sem qualquer explicação esta fica confusa, pois não entende as razões deste para aquilo que acabara de fazer!
Toda a esta parte cria grande expectativa pois ficasse curiosa pelo que irá acontecer a seguir. Será que ele irá morrer? Irá desaparecer? Era o que me vinha a cabeça á medida que ia lendo, mas afinal nada disso aconteceu, e foi naquele momento em que tudo ficou realmente claro, descobriu-se realmente quem era o Jeff e tudo aquilo que ele pretendia. O que mostrava ser neste momento descobriu-se que era tudo falso, mostrando nele uma pessoa falsa e egocêntrica.
Este episódio mudou o rumo da vida de sydney e da trama.

Patricia Highsmith:



Nota biográfica:



Patricia Highsmith (nasceu em Fort Worth, Texas, 19 de Janeiro de 1921 – faleceu em Locarno, Suíça, 4 de Fevereiro de 1995) foi uma escritora estado-unidense famosa pelos seus thrillers criminais psicológicos. Tornou-se mundialmente famosa por Strangers on a Train, que teve já várias adaptações para cinema, a mais famosa de Alfred Hitchcock em 1951, e pela série Ripliad com a personagem Thomas Ripley. Escreveu também muitas histórias curtas, frequentemente macabras, satíricas ou tingidas de humor negro.


  • De muitos livros que esta autora publicou, vou dar a minha apreciação apenas de um "O Alibi Perfeito", que a seguir publicarei.

O Alibi Perfeito



Álibi Perfeito e um livro que apresenta várias pequenas histórias distintas tais como: “O Álibi Perfeito”; “ Não se pode confiar em ninguém”; “ Variações de um jogo”; “ Uma segurança assente em números”; “Maquinações”.
Este livro e estas diferentes histórias são de fácil leitura e é um livro interessante, a certa altura torna-se engraçado as peripécias que as diferentes personagens das diferentes histórias fazem para conseguirem alcançar o que tanto desejam ou mesmo para se livrarem dos crimes que cometeram.
Genericamente o assunto que aborda estas pequenas histórias é a realização ou o planeamento de um crime por uma das personagens e a sua tentativa de ilibação. Tentam de um modo geral arranjar provas para se conseguirem ilibar, ou então arranjarem maneira de incriminar outras pessoas.
Em algumas situações deste livro leva a entender que o crime não compensa, pois apesar dos vários esforços realizados pelas personagens não se conseguiram livrar da culpa, pelo menos o final dá a entender isso. Mas em outras o crime realmente compensa, pois todos os esforços valeram a pena e o orgulho de se conseguirem vingar de quem matarem superou os obstáculos.
De todas as pequenas histórias, a que eu mais gostei e achei mais interessante foi a “Maquinações”, pois ao longo de um certo ponto a história era hilariante. Uma mulher queria matar o seu marido (pois tinha um amante) e então por isso tentava colocar armadilhas em sua casa, para o “apanhar” desprevenido, este nunca duvidara daquelas tentativas, só no momento da sua morte causada pelas armadilhas é que viu realmente o que a sua esposa pretendia.
Após a morte do marido, ela juntou-se com o seu amante, mas passado pouco tempo nenhum deles confiava um no outro e a partir daí ambos tentavam matar um ao outro novamente coma armadilhas na casa, a mulher conseguiu apanhar o amante numa armadilha (que ele próprio planeou), mas descuidadamente ela própria ficou presa nessa armadilha morrendo ambos os amantes. Como se costuma a dizer “ o feitiço virou-se contra o feiticeiro”, e foi o que aconteceu nesta história e foi o que a tornou tão interessante, e misteriosa.
Nunca tinha lido policiais, e esta experiência de leitura agradou-me bastante.