domingo, 7 de junho de 2009

Apreciação final:


Este trabalho realizado a longo deste ano lectivo foi bastante enriquecedor.
No inicio do ano tinha pouca experiência de leitura, e este trabalho ajudou-me a ganhar gosto pela leitura.
O incentivo que temos nas aulas para ler é muito bom, não só melhoramos a nossa cultura literária como melhoramos também a nossa escrita.
Penso que foi positivo este trabalho.

Conheci melhor os diferentes escritores, o grande Camilo Castelo Branco, o romancista Português, que boas obras tem, mas que nem toda a gente aprecia.

Penso que toda a gente deve ter gosto pela leitura, tiramos sempre uma boa lição de cada livro.




  • Neste período decide não fazer os resumos dos livros para não estar a revelar a história toda, espero que com as sinopses dos livros que coloquei fiquem aliciados á leitura de algum deles.

Nicholas Sparks


Nota biográfica:

Nicholas Sparks (nasceu a 31 de Dezembro de 1965, Omaha, Nebraska) viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «O Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.



  • De seguida deixo, a minha opinião sobre a experiência de leitura acerca de um livro que li deste autor.

As Palavras Que Nunca Te Direi- Nicholas Sparks


Sinopse:


“O autor do bestseller “o Diário da Nossa Paixão”, já publicado nesta colecção, volta com um novo êxito, provando que tem mais para dizer acerca das emoções profundas e prementes que fazem pulsar o coração humano. Esta sua nova história reúne um homem e uma mulher cujas vidas tinham aparentemente perdido o sentido, após as dolorosas perdas sentimentais. Theresa, divorciada e mãe de um adolescente, é colaboradora de um jornal onde escreve sobre relações entre pais e filhos. Garret é professor de mergulho e vive na orla costeira, onde possui um magnifico veleiro restaurado por ele e pela falecida mulher. Aquilo que vai fazer com que as suas vidas se cruzem e lhes dará um novo, inesperado, sentido, é uma série de mensagens que ele lança ao mar em garrafas seladas.
Cartas pungentes de amor e saudade… Durante umas férias passadas á beira-mar, Theresa virá um dia a encontrar uma dessas cartas. Obcecada pela estranheza do achado, começa uma busca que levará a tentar descobrir a verdade acerca de um homem e das suas memórias. Um romance empolgante, emocionalmente intenso, que trata com grande delicadeza a força e a fragilidade das grandes paixões.”

A minha opinião:

Já me tinham falado muito deste autor, Nicholas Sparks, de todos os seus livros com grande êxito que foram passados a filmes.
Nicholas Sparks é um famoso romancista que tem uma legião de fãs em todo mundo. Foi o que me levou a ler este livro pelo enorme êxito, e tinha grandes expectativas para este livro, as quais foram superadas.
As Palavras Que Nunca Te Direi é um livro pelo qual me interessei bastante desde a primeira página, é uma bonita história de amor perdido e reencontrado.
Garret, era um homem bastante romântico que sofrera bastante pela perda da sua mulher, a sua angústia era tanta que ele não conseguia parar de pensar naquele amor e nunca lidou bem com aquela perda. Sempre que se sentia angustiado e mais sozinho escrevia lindas cartas de amor para a sua falecida mulher, atirava essas cartas ao mar dentro de uma garrafa.
No outro lado do oceano, Theresa, uma mulher que também sofria devido a desgosto amoroso causado pelo divórcio encontrou uma dessas cartas, de imediato ficou obcecada por aquele homem, que exprimia os seus sentimentos de maneira tão sincera.
O destino aproximou-os, conheceram-se e apaixonaram-se mas aquele amor estava condenado ao fracasso, pois Garret não se conseguia livrar das memórias da sua falecida mulher.
É uma linda e verdadeira história de amor. O amor não tem apenas coisas boas, infelizmente também coisas más. Quando somos obrigados a separar-nos de pessoas que são realmente importantes pode ser muito difícil e isso influência o resto da nossa vida
Este livro é de aliciante leitura pois todos os sentimentos que estão envolvidos em todos os momentos tornam este livro especial.
As cartas que Garret escrevia eram realmente muito bonitas, e o amor que ele sentia era profundo, era um amor sincero.
Sinceramente não gostei muito da maneira que acabou o livro, quando Garret percebeu e decidiu escolher o seu novo amor, Theresa, teve de partir para outro mundo, acaba de uma maneira triste mas aquele novo amor ia ser também profundo e durar para sempre.
O amor verdadeiro é profundo e dura para sempre!
Nada separa um grande amor, nem mesmo a morte.
Gostei do livro, para quem gosta de romances, recomendo!
Como muitos outros livros do Nicholas Sparks, " As Palavras Que Nunca Te Direi", devido ao seu grande êxito passaram a filme e aqui deixo o trailler do filme.

Anita Shreve


Nota biográfica:


Anita Shreve começou a escrever ficção enquanto trabalhava como professora de liceu. Apesar de uma das suas primeiras histórias - Past The Island, Drifting - ter sido galardoada com o O Henry Prize em 1975, Shreve tornou-se jornalista, pois considerava que não conseguia ganhar a vida apenas como escritora. Viajou para África, passando três anos no Quénia, escrevendo artigos para revistas como Quest, US e Newsweek. De volta aos Estados Unidos, começou a angariar fundos para crianças e a escrever artigos como freelance para revistas. Shreve publicou, mais tarde, dois livros de não-ficção – Remaking Motherhood e Women Together, Women Alone, a partir de dois desses artigos publicados na New York Times Magazine. Ao mesmo tempo, começou a escrever Eden Close, o seu primeiro romance. Com a sua publicação em 1989, largou o jornalismo, passando a escrever ficção a tempo inteiro.



Desta autora apenas li dois livros, e é desses dois livros que eu vou opinar no meu blog, que de seguida publicarei.


A Praia do Destino- Anita Shreve


Sinopse:


“Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de Boston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…”



  • Opiniões da imprensa:



  • “O talento de Anita Shreve é assombroso; A Praia do Destino é uma obra cheia de força e magnificamente escrita.”

Sunday Times



  • "Um excelente romance sobre os segredos que guardam as pessoas que pensamos conhecer intimamente.”

Daily Telegraph



  • “O livro ideal para ler numa noite de Verão com o som do mar como pano de fundo. Anita Shreve é uma excelente contadora de histórias, tem um assombroso talento para manter o leitor na expectativa até ao fim.”

Washington Post



  • “A Praia do Destino é um livro de leitura compulsiva. Anita Shreve descreve com precisão, intensidade e subtileza a forma como uma rapariga adolescente mergulha numa paixão arrebatadora e condenada.”

Boston Globe


A minha opinião:Adicionar imagem

Por influência do outro livro que li da autora, e por comentários que vi na Internet acerca deste livro eu decidi lê-lo, tinha grandes expectativas acerca deste livro, e todas elas foram superadas e ultrapassadas.
Gostei imenso de ler este livro penso que tem uma história muito interessante, e na minha opinião este livro supera e muito “ A Casa na Praia”.
O enredo é fascinante, a trama, as personagens são marcantes, tudo neste livro gostei.
Este livro apresenta 3 fases distintas; o amor impossível e a perdição desse amor, a separação e a angústia causada, e a luta pelo amor.
Normalmente quando os pais criam os seus filhos, e a medida que eles começam a crescer, os pais têm a tendência de tentar escolher a vida que eles querem para os filhos, muitas das vezes sem se importarem se é aquilo que os filhos querem.
Decidem o futuro dos filhos como se tratasse do futuro deles próprios, proíbem os filhos de tudo e de mais alguma coisa, para tentar que o seu filho seja perfeito, mas por vezes não entendem que isso pode ser pior. Quanto mais se proíbe mais fácil é de uma pessoa errar. Proibir, ou esconder a realidade não é a melhor maneira de ensinar, cada um tem que aprender com os seus próprios erros.
Era isso que acontecia neste livro, os pais de Olympia tentavam a educar da melhor maneira possível, formando-a de uma maneira muito intelectual, queriam o melhor para o futuro dela (é o que todos pais desejam, é o melhor para os seus filhos), inseriam-na nos seus grupos de amigos para ela se habituar àquela vida, mas uma jovem de 15 anos também tem de ter espaço para se divertir, e muitas das vezes não acontecia isso.
Nesta idade existe muito a curiosidade de saber tudo e mais alguma coisa, mas os pais preferiam não falarem disso, eram os pais distantes que na minha opinião não lhe davam muito amor, pelo menos não demonstravam muito afecto, é um pouco influência da época que estava (1990).
Com tudo isso foi muito fácil para Olympia se apaixonar, pelo homem mais velho e isso mudou-lhe toda a sua vida. A maneira dela ser mudou completamente, deixou-se levar pelos seus sentimentos, e por aquele amor quase impossível, sabia que iria magoar muita gente quando se descobrisse mas mesmo assim decidia arriscar tudo por aquele amor, e lutou e acreditou nele sempre, nem mesmo a separação que eles se viram obrigados a ter, os afastou realmente.
Daquele amor impossível houve um filho mas foi obrigada a separar-se não só do pai mas também do filho. Apenas pode ver o filho uns instantes, mas aqueles instantes fizeram com que ela o amasse muito, e a ajudasse a lutar por ele, foi obrigada a “exilar-se” só para manter as aparências.
Mas os pais não a ajudaram, é sempre mais fácil esconder uma verdade que pode ser tão dura. É normal os pais agirem daquela maneira, a filha que eles sempre tentaram educar da melhor maneira possível os desiludiu tanto, mas na minha opinião aqueles pais erraram e muito, apesar do erro enorme que a filha cometeu eles tinham era de a ajudar!
Um pai tem de apoiar nos piores e nos melhores momentos. Vai esconder os seus filhos só porque erraram? Toda a gente tem direito ao perdão e á compreensão mesmo que seja muito difícil de entender as razões porque aquilo foi feito.
A partir deste momento do livro, a história tornou-se mais interessante, mostrou a luta, a coragem que esta jovem mãe teve de passar, tudo aquilo que sofreu, tudo aquilo que enfrentou.
Nesta época a igreja comandava muito na vida das pessoas, e aquele erro que Olympia cometera, fazia dela uma má pessoa, uma pessoa sem escrúpulos.
Olympia sempre se demonstrou uma pessoa forte, apesar de perder o seu filho lutou sempre para o poder ter de novo nos seus braços, e quando levou esta luta a tribunal e ganhou a custódia do filho ela prescindiu o amor deste filho pois não queria que ele sofresse com a separação da mãe adoptiva, mostrou ser uma boa pessoa, pois não pensava só no seu bem-estar.
Com este livro vê-se perfeitamente as dificuldades que os trabalhadores emigrantes passavam. Toda a miséria toda a precariedade que eram obrigados a passar, e a ensinar os seus filhos que aquilo era um bom futuro. Reforça a ideia das más condições que se vivia na época de 1990 em Nova Inglaterra (Nova Iorque), eram obrigados a viver em casas com fracas condições e infelizmente tinham uma pequena esperança média de vida pois o emprego que estavam sujeitos levava a graves problemas de saúde, o mais frequente: o “pulmão branco”.
Os emigrantes franco canadianos eram a maioridade naquela região, e mostraram ser um grupo bastante unido pelas suas origens e lutavam e eram rivais de outras “etnias”.
Achei engraçado o facto de este livro de algum modo “continuar” e aprofundar mais um pouco a história da casa do livro “A Casa na Praia”.
A casa em que a família da Olympia viviam era a mesma casa do outro livro e mais uma vez reforçou a história desta casa, Olympia fez dela algo de bom, pois ajudou a todas as jovens que passaram pelo mesmo que ela, continuou mas de uma maneira mais humana o que já tinham feio no passado naquela casa.
Este livro é de facto muito interessante, apesar de não ter muita experiência de leitura, para mim este foi o melhor livro que já li.
É realmente uma história bastante surpreendente.
O esforço compensa, e o sofrimento pelo que passamos durante a nossa vida irá ser recompensado.
Tornamos-nos mais felizes com a nossa vida, quando lutamos por aquilo em que acreditamos.
O final deste livro é inesperado, mas gostei e fico contente da maneira como acabou.
Quem ler este livro tenho a certeza que não se irá arrepender, é de facto um bom livro!


A personagem mais marcante:


Sem dúvida que a personagem que mais marcou e que este livro mais focou foi Olympia.
Olympia era uma jovem bastante inteligente mas que se deixou levar pelo amor, viu-se obrigada a crescer mais rápido.
O amor pode mudar e muito a vida de uma pessoa e quando esse amor é proibido e não é aceite torna-se ainda mais difícil.
Os preconceitos pelo que passou a sua luta pelos dois amores perdidos fizeram dela a mulher coragem. Teve de lutar contra tudo e todos, mas no fim todo o esforço é recompensado. O amor supera tudo, e conseguiu mudar também a maneira de seus pais tornando-os mais afectuosos.
Naquela época tudo era mais difícil, e apesar de esta mulher ser muito inteligente, bem-educada, não era bem vista pois cometera um grande erro, apaixonou-se. Mesmo assim mudou as ideias da época enfrentou os preconceitos da sociedade, e todas as invejas e pessoas que só lhe queriam mal!
É apenas um livro, é apenas ficção mas todos nós devíamos ter esta coragem, de enfrentar tudo e todos, para ter e conseguir aquilo que nós queremos!

Parte preferida:

De um livro que eu gostei tanto é muito difícil escolher a melhor parte, pois tudo neste livro foi fascinante.
Cativou-me bastante o momento em que Olympia estava no tribunal em julgamento a lutar pela custódia do seu filho.
Ter de recordar todos os sentimentos que passara no passado, ter de contar todos os seus momentos vividos naquele amor que deu origem àquele filho.
Eram momentos de bastante tensão, e que foram decisivos para a sua vida. Conseguiu enfrentar tudo, as injúrias da parte da igreja, e da sociedade franco canadiana.
Superou tudo e apesar de ter de revelar o mais íntimo dos sentimentos não foi isso que a fez deixar em baixo, fez com que ela acreditasse que era capaz. Era competente para criar uma criança pois ela estava cheia de amor para lhe dar, e ela tinha mais capacidades financeiras e melhores condições para o educar.
Apesar de ganhar a custódia, não aceitou o filho, amava-o tanto que preferiu não o ver sofrer.
Esta é uma das muitas partes que adorei ler neste livro.

sábado, 6 de junho de 2009

A Casa na Praia- Anita Shreve


Sinopse:



"Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.
Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha.
Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas. "

A minha opinião:


Escolhi ler este livro por mero acaso, pois não conhecia a autora e nem sequer tinha conhecimento dos seus livros.
À medida que fui lendo, a história foi me cativando o que levou a que não desistisse da leitura.
Achei interessante o enredo e a maneira como a autora escreve, mas por vezes tornava-se confuso porque de repente a história voltava ao passado, sem por vezes me aperceber muito bem. Apesar disso gostei do livro.
A maneira como a autora descrevia os momentos com todos os pormenores, tornaram esta história agradável.
Sydney era uma mulher inteligente que sofrera bastante com o seu passado, a separação dos seus pais em criança, o divórcio e a viuvez, tornaram o seu passado sombrio e com bastantes mágoas.
Tentou esquecer essas mágoas iniciando um novo emprego onde se inseriu na família Edward, era a “professora” particular na filha mais nova do casal. Apesar de ter uma grande afeição pelo patriarca da família e de ter um bom relacionamento com este o mesmo não acontece com a matriarca que não lida muito bem com ela, trata-a como uma intrusa.
As envolvências com esta família vão marcar esta história. Sydney apaixona-se de novo por um dos filhos (tinham 2 filhos e uma filha) do casal, mas este amor não tem grande futuro pois ela apenas foi usada, pois ambos os irmãos eram rivais e andavam muitas das vezes á disputa. Viu-se inserida numa briga que ela não queria entrar magoando a ainda mais.
A história desta família todos os problemas todas os preconceitos que possuíam marcaram a história. Os preconceitos de religiões, de classes, o sofrimento causado por separações quer sejam amorosas ou paternais mudam muito a vida de uma pessoa, e o passado, por muito que não queiramos, influencia o nosso futuro, pois as mágoas e as más lembranças permanecem sempre na memória, sendo por vezes muito difícil de ultrapassar.
O divórcio é um problema bastante actual e o casal não sofre sozinho com isso, leva os filhos a sofrerem também, podendo estes ficarem com traumas para toda a vida.
A homossexualidade também foi um tema interessante que foi abordado. Cada pessoa tem a livre vontade de escolher o seu futuro e não podemos der julgados por isso.
Todos estes temas tornaram este livro agradável.
Gostei do livro e recomendo!
Personagem marcante:


Apesar de não ser uma personagem principal a Julie Edwards foi a que eu mais gostei.
Pois ela era uma jovem com alguns atrasos e que era pressionada pelos pais (principalmente pela mãe) a ser aquilo que ela não queria ser.
Representou um assunto que nos dias de hoje, em Portugal, ainda gera algum tipo de tabu, refiro-me á homossexualidade.
Em alguns países, pessoas com diferentes tendências sexuais são descriminadas e muitas das vezes humilhadas, e com esta personagem deu para ainda reforçar a ideia e acabar com os preconceitos.
Cada pessoa faz a sua escolha, o que importa é que consigam ser felizes, pode-se ter diferentes gostos mas não é por isso que vamos deixar de ser tratados como igual, todos têm ao direito ao respeito.


  • Momento do livro que mais gostei:


Gostei de todo o livro mas a parte que me fascinou mais foi no dia do terceiro casamento de Sydney.
Ela pensava que iria ter um casamento feliz, mas quando Jeff parte de barco sem qualquer explicação esta fica confusa, pois não entende as razões deste para aquilo que acabara de fazer!
Toda a esta parte cria grande expectativa pois ficasse curiosa pelo que irá acontecer a seguir. Será que ele irá morrer? Irá desaparecer? Era o que me vinha a cabeça á medida que ia lendo, mas afinal nada disso aconteceu, e foi naquele momento em que tudo ficou realmente claro, descobriu-se realmente quem era o Jeff e tudo aquilo que ele pretendia. O que mostrava ser neste momento descobriu-se que era tudo falso, mostrando nele uma pessoa falsa e egocêntrica.
Este episódio mudou o rumo da vida de sydney e da trama.

Patricia Highsmith:



Nota biográfica:



Patricia Highsmith (nasceu em Fort Worth, Texas, 19 de Janeiro de 1921 – faleceu em Locarno, Suíça, 4 de Fevereiro de 1995) foi uma escritora estado-unidense famosa pelos seus thrillers criminais psicológicos. Tornou-se mundialmente famosa por Strangers on a Train, que teve já várias adaptações para cinema, a mais famosa de Alfred Hitchcock em 1951, e pela série Ripliad com a personagem Thomas Ripley. Escreveu também muitas histórias curtas, frequentemente macabras, satíricas ou tingidas de humor negro.


  • De muitos livros que esta autora publicou, vou dar a minha apreciação apenas de um "O Alibi Perfeito", que a seguir publicarei.

O Alibi Perfeito



Álibi Perfeito e um livro que apresenta várias pequenas histórias distintas tais como: “O Álibi Perfeito”; “ Não se pode confiar em ninguém”; “ Variações de um jogo”; “ Uma segurança assente em números”; “Maquinações”.
Este livro e estas diferentes histórias são de fácil leitura e é um livro interessante, a certa altura torna-se engraçado as peripécias que as diferentes personagens das diferentes histórias fazem para conseguirem alcançar o que tanto desejam ou mesmo para se livrarem dos crimes que cometeram.
Genericamente o assunto que aborda estas pequenas histórias é a realização ou o planeamento de um crime por uma das personagens e a sua tentativa de ilibação. Tentam de um modo geral arranjar provas para se conseguirem ilibar, ou então arranjarem maneira de incriminar outras pessoas.
Em algumas situações deste livro leva a entender que o crime não compensa, pois apesar dos vários esforços realizados pelas personagens não se conseguiram livrar da culpa, pelo menos o final dá a entender isso. Mas em outras o crime realmente compensa, pois todos os esforços valeram a pena e o orgulho de se conseguirem vingar de quem matarem superou os obstáculos.
De todas as pequenas histórias, a que eu mais gostei e achei mais interessante foi a “Maquinações”, pois ao longo de um certo ponto a história era hilariante. Uma mulher queria matar o seu marido (pois tinha um amante) e então por isso tentava colocar armadilhas em sua casa, para o “apanhar” desprevenido, este nunca duvidara daquelas tentativas, só no momento da sua morte causada pelas armadilhas é que viu realmente o que a sua esposa pretendia.
Após a morte do marido, ela juntou-se com o seu amante, mas passado pouco tempo nenhum deles confiava um no outro e a partir daí ambos tentavam matar um ao outro novamente coma armadilhas na casa, a mulher conseguiu apanhar o amante numa armadilha (que ele próprio planeou), mas descuidadamente ela própria ficou presa nessa armadilha morrendo ambos os amantes. Como se costuma a dizer “ o feitiço virou-se contra o feiticeiro”, e foi o que aconteceu nesta história e foi o que a tornou tão interessante, e misteriosa.
Nunca tinha lido policiais, e esta experiência de leitura agradou-me bastante.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lágrima de preta de António Gedeão

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.



Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.



Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.



Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:



Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.


Assunto:





Este poema faz a referência ao sujeito poético que decide analisar uma lágrima de uma preta, para mostrar que esta era igual a todas as outras.

A lágrima é usada como um "símbolo", pois o que o poeta quer realmente provar é que não é a cor da pele que influência a maneira de ser de uma pessoa.

Analise do poema--> Figuras de estilo:

Como se dá para notar este é um poema bastante simples, constítuido por cinco sílabas métricas. As figuras de estilo por mim encontradas são as seguintes:
> "Mandei vir os ácidos , as bases e os sais"( versos 13, 14), encontra-se aqui uma enumeração dos materiais usados na experiência, para poder demonstrar que está a fazer a experiência com rigor.
>" Ensaiei a frio experimentei ao lume"(versos 17,18), o frio e o lume estão relacionados a uma antítese. Mais uma vez o sujeito poético mostra todo o rigor que teve ao realizar a sua experiência! Analisou a gota com todo o rigor ciêntifico para poder concluir de maneira correcta o que queria.
>" Nem sinais de negro nem vestígios de ódio"(versos 21, 22), nestes versos existe nitidamente uma metáfora. A metáfora usada nestes versos serve como conclusão de toda a sua experiência cientifica, são os resultados que o sujeito poético obteve com aquela experiência. Com esta análise o sujeito poético pretendia encontrar diferenças que poderiam existir naquela lágrima. Ele concluí e mostra-nos que aquela lágrima é igual a todas as outras, não encontrava nem ódio nem vestígios de negro, não era por ela partir de uma preta que iria ter constituição diferente!
"Água(quase tudo) e cloreto de sódio!"

Opinião sobre o poema:

Este poema que aqui deixei, foi um poema que analisei em aula.

Decidi de imediato apresentar este poema, pois penso que vai de encontro a um problema muito actual-->O RACISMO.

Não é a cor da pele que faz uma pessoa, não é por ser preto, ou branco que vai ser diferente. Todos somos formados da mesma maneira, todos temos defeitos, temos qualidades Ninguém é superior a ninguém.

Apesar de diferentes somos todos iguais.

domingo, 1 de março de 2009

Fatwa- Uma sentença de morte de "Jacky Trevane"




  • Breve resumo:
    Este livro relata a história de uma jovem inglesa, Jacky, que decide ir viajar para o Egipto, com o seu namorado Dave. Este namoro estava prestes para a acabar e aquela viagem iria servir para resolverem tudo entre eles.
    Quando chegaram ao aeroporto do Cairo, o casal decidiu apanhar um autocarro para os levar ao centro da cidade. Esta não foi a melhor escolha pois começou-se a formar uma grande confusão dentro do autocarro. No meio daquela agitação Dave dirigiu-se para a saída, mas Jacky, tinha sido empurrada, não conseguindo sair. Jacky passado algum tempo conseguiu dirigir-se para a saída, e então saltou para o exterior, como o autocarro ainda se encontrava em andamento esta torceu seu pé, ficou ainda pior quando reparou que tinha perdido Dave.
    Esteve bastante tempo sozinha, até que dois jovens que passaram a ajudaram a sair de lá, levando-a para a casa deles.
    Foi tratada com muita simpatia por toda a família dos jovens, estes a ajudaram a cuidar do seu pé. Ela iria permanecer naquela casa ate se curar, e ate encontrar o seu companheiro Dave. Só um membro da família sabia falar Inglês, Samal uma filha do casal, e era essa a única maneira que Jacky tinha para conseguir falar com aquela família, pois ela não sabia falar árabe.
    Omar era um dos filhos do casal e foi um dos homens que ajudou Jacky, esta tinha-se apaixonado de imediato por aquele homem, sentia-se confusa com aquele sentimento, pois ela não o conhecia verdadeiramente.
    Passado algum tempo Jacky e Omar aproximaram-se mais e aquele sentimento já era mútuo. Como não soube mais notícias de Dave, e porque estava completamente apaixonada por aquele homem decidiu-se casar com ele, seguindo todos os princípios muçulmanos.
    Como as suas férias tinham terminado, Jacky decidiu ir de novo para a Inglaterra para contar todas as novidades, e as mudanças que ocorreram em apenas 10 dias a seus pais.
    Foi no avião que Jacky encontrou de novo Dave, depois deste lhe contar o que se tinha passado com ele naqueles dias, ela contou-lhe também tudo que mudou na sua vida e decidiram acabar.
    Já em Inglaterra os pais de Jacky não se conseguiam conformar com a escolha de sua filha, apesar de ficarem tristes, respeitaram a sua decisão
    Esta partiu de novo para o Egipto para começar a sua vida de esposa muçulmana.
    Esta nova adaptação não foi nada fácil, os costumes muçulmanos eram bem diferentes dos que ela estava acostumada, mas ela tentava sempre se esforçar para agradar o seu marido.
    O marido deixou-a ir trabalhar para uma escola onde ela iria ensinar Inglês, passado pouco tempo esta engravida, e como no Egipto tinha de pagar mais para ser bem tratada, com a autorização de Omar esta foi para a Inglaterra ter a sua filha que se ia chamar Leila Anne.
    Passados seis meses, esta regressa ao Cairo. Jacky cometera um grande erro a sua filha deveria ter o nome de Omar e do pai deste ( Leila Omar Ibrahim), por causa do sucedido Omar castigou-a espancando-a, por esta ter feito aquilo, Omar mudou completamente a sua maneira de agir com Jacky já não era o mesmo por quem ela se apaixonara.
    Pouco tempo depois, Jacky engravida de novo, Omar não aceitou isto e bateu-lhe imenso que lhe provocou um aborto, iria ser um menino.
    Á medida que o tempo ia passando Omar tornava-se cada vez mais agressivo e menos compreensivo, Jacky engravida de novo mas como tinha ficado doente teve de abortar, para grande tristeza de Omar.
    Mais tarde Jacky engravida de novo, Omar aceitou, durante esta gravidez Jacky é violada pelo irmão de Omar, este em vez de a apoiar ainda a mal tratou, pois pensou que ela estava a difamar a sua família.
    Depois do nascimento da sua filha Amira, os maus tratos continuaram, e também as suas filhas padeciam pela fúria de seu pai. Omar mudou completamente, ora espancava a mulher como já dizia que a amava. Jacky nunca percebera muito bem aquela mudança, chegou a uma altura que se fartou daquela vida indigna que tinha, decidiu então fugir com as suas filhas.
    Para isso foi preciso bastantes esforços, teve de se tornar muçulmana, e na Embaixada britânica conseguiu arranjar os passaportes, e os boletins de nascimento de suas filhas. Ela contou com o apoio de suas amigas, de seus pais e de uns amigos, que ajudaram em tudo isto e ainda a comprar os bilhetes de autocarro, e os bilhetes de avião.
    O dia da fuga tinha chegado, nesse dia acordou bem cedo e fugiu daquela casa, que não lhe iria deixar saudade. Fez tudo como planeado com os seus amigos. Ao longo da sua fuga teve bastantes problemas, pois não era normal uma mulher sair sozinha do Egipto com as filhas sem a companhia do seu marido, mas com algumas mentiras e subornos lá chegou em liberdade ao aeroporto.
    Mas no aeroporto houve uma grande contrapartida, o dinheiro que Jacky tinha não chegava para pagar a taxa, esta fica desesperada e tenta dar tudo que tinha para pagar, mas o funcionário desculpou a dívida pois achava insignificante a quantia que ela devia, deixou-a seguir viagem com as suas filhas.
    Apesar da insegurança de Jacky no avião, as três chegaram seguras e em liberdade a Inglaterra
    Mas não tiveram sossego pois estavam permanentemente a receber cartas de Omar, quer cartas de amor ou cartas em que ameaçava, numa dessas cartas Jacky soube que Omar lhe tinha emitido uma fatwa( uma sentença de morte), devido a esta insegurança os pais de Jacky decidiram se mudar.
    Até hoje Jacky ainda vive insegura e com medo de um dia seu marido a encontra e matar.



  • A minha opinião:

    Eu adorei ler este livro, achei-o bastante interessante e o facto de ser uma história verídica ainda me fascinou mais.
    Eu penso que este livro ensina muito, porque não nos devemos guiar pelas aparências, pois o que á primeira vista pode parecer uma maravilha na verdade pode não corresponder a verdade.
    Não devemos agir por impulsos e tomar decisões que possam mudar a nossa vida, sem reflectir bem.
    O que aconteceu com esta mulher, acontece com muitas outras, que são enganadas, pensam que vão viver um grande amor e na verdade vão ter uma vida de sofrimento, onde são maltratadas, até mesmo humilhadas.
    Com este livro fiquei a conhecer muito melhor a maneira como os muçulmanos vivem, todas as regras que têm, a maneira como excluem a mulher, e como a maltratam. Como se a mulher vivesse para servir o homem, servir a casa. Poucas são aquelas que podem trabalhar fora de casa, têm de ter cuidado com tudo que fazem para isso não ofender o esposo e mesmo a religião.
    Não tinha ideia que o Egipto era assim, com esta imensa miséria.
    Gostei mesmo de ler este livro aprendi bastante com ele.



  • A personagem mais marcante:

    Sem dúvida que a personagem que mais me marcou foi a Jacky, pela sua coragem demonstrada ao longo deste capitulo da sua vida.
    Jacky deixou-se levar pelos encantos de um homem que não conhecia, deixou-se guiar pelas aparências e sofreu bastante com isso.
    Teve um grande amor, Omar, mas este trouxe-lhe um grande sofrimento e ao longo deste livro demonstra a coragem que teve para lutar contra aquele destino e para conseguir de novo a sua liberdade.
    É uma mulher que deve ser recompensada por todo o sofrimento que passou, admirei bastante a coragem e firmeza desta mulher.

A Queda de um Anjo de Camilo Castelo Branco




  • A minha opinião:

    No inicio da leitura do livro não o achei muito interessante, estando mesmo para desistir de o ler. Mas á medida que o fui lendo fui o achando interessante.
    A maneira como Camilo escreve, as ironias que ele usa ao longo do livro fazem desta historia bastante interessante.
    Camilo mais uma vez faz uma grande critica á sociedade portuguesa da altura, à luxúria e às extravagancias.
    Calisto o “anjo”, foi um homem que ao longo da trama sofreu várias modificações, no início era um homem “puro” que criticava todos os maus costumes, todas as luxúrias da sociedade, as infidelidades entre os casais, e quando realmente conheceu o amor, quando soube o que o amor provocava num Homem viu a razão porque outros agiam da maneira que agiam.
    Calisto começou a sua queda quando se apaixonou, mudou a sua maneira de pensar, o seu modo de vestir e os seus hábitos. Esquecera-se da razão porque foi para o parlamento não dando valor aos bens morais, importando-se mais com a sua riqueza.
    Criticava os maus costumes dos outros mas foi tão influenciado pelos outros que se tornou como eles. Na minha opinião a moral mais importante que deveríamos retirar deste livro é o facto de criticar tanto os outros e tornarmo-nos como eles. Como Ser Humano que somos todos temos defeitos e todos temos um Calisto dentro de nos, que critica e que no fim acaba por ser influenciado de algum modo por outros acabando por agir do mesmo modo.



  • Citações preferidas:
    “Aquela alma vai-se transformando à proporção da roupa. Assim como o leitor, à medida que o amor lhe fosse avassalando o peito, escreveria páginas íntimas, ou ainda pior, cartas corruptoras à mulher querida, Calisto, em vez disso, muda de calças.”:




  • Esta foi para mim uma das citações preferidas pois existe aqui uma certa ironia utilizada por Camilo, onde refere a maneira como Calisto vai modificando à medida que se vai apaixonando. Em vez de fazer o que é normal os apaixonados fazerem como escrever cartas, este muda a sua maneira de vestir, propriamente muda as suas calças.

Amor de Perdição de Camilo castelo Branco


Breve resumo:
Amor de Perdição relata uma verdadeira e pura história de amor, entre dois jovens, Teresa de Albuquerque e Simão Botelho, pertenciam a famílias rivais que se odiavam. Eram vizinhos que viviam em Viseu.
Estes dois jovens conhecerem-se e apaixonaram-se por simples olhares trocados, namoravam em silêncio, através das janelas de seus quartos, pois as famílias não podiam saber da existência daquele amor.
Simão era um jovem de 17 anos que estudava com seu irmão mais velho, Manuel, em Coimbra, era um rapaz rebelde valente, mas que se metia em muitas confusões, chegando mesmo a perder o ano o que o fez regressa de Coimbra a Viseu foi aí que conheceu Teresa, quando a conheceu o seu comportamento mudou completamente, tornou-se um rapaz calmo pensativo, com essa mudança conquistou de novo o orgulho de seu pai, Domingos Botelho.
Teresa era uma jovem de 15 anos, seu pai, Tadeu Albuquerque, já tinha encomendado o casamento de sua filha com seu primo Baltasar Coutinho, mesmo sabendo que sua filha não amava Baltasar Coutinho ele obrigava-a a casar-se com ele por mero interesse.
Quando o amor entre os dois jovens foi descoberto Tadeu Albuquerque tentou de tudo separar Teresa de Simão, obrigando Teresa a casar-se com Baltasar mas não conseguiu. Simão com a ajuda do ferrador João da Cruz confrontou Baltasar e os seus homens, matando os “homens” de Baltasar, saindo ele ferido.
Ninguém ficou a saber os causadores daquelas mortes, ficando tudo em mistério.
João da Cruz levou Simão para sua casa, para puder tratar dele com a ajuda da sua filha Mariana, uma mulher de 22 anos que se dedicou a Simão com grande amor, e sempre disponível para o puder ajudar, apesar de estar apaixonada por ele nunca o revelou.
Tadeu de Albuquerque viu-se obrigado a levar sua filha para um convento de Viseu, visto que ela não se queria casar com Baltasar Coutinho.
Simão e Teresa mantinham ligação através de cartas que mandavam um para o outro, nessas cartas contavam o que se estava a passar com eles, Teresa falava do convento como aquilo era.
Tadeu de Albuquerque queria transferir Teresa para um convento do Porto para a puder afastar de Simão, mas Simão e Teresa tinham um plano, nesse dia ele ia até ao convento e raptava-la, mas o plano não correu bem, pois encontrava-se lá Baltasar que meteu-se logo com ele, gerou-se uma grande confusão até que Simão baleou Baltasar matando-o.
Simão entrega-se á polícia e fica preso á espera da sentença, nesses dias é Mariana quem o vai sempre visitar.
Teresa com estes acontecimentos vai ficando muito fraca, começando a adoecer.
Simão é condenado á forca, a mãe dele ao saber disso tenta de tudo convencer o pai de Simão a tentar suavizar a pena, pois este era um ex-corregedor, ele aceita e consegue a pena diminui para dez anos na Índia.
Simão parte para a Índia e Mariana vai consigo, nesse dia Teresa vai para uma espécie de farol e vê Simão a embarcar.
Teresa perde todas as suas forças e morre, Simão ao saber da notícia fica doente, fica com febre e fica a delirar, falecendo também, os marinheiros atiram o corpo de Simão ao mar e Mariana atira-se com ele.



  • A minha opinião:
    Na minha opinião com este livro Camilo Castelo Branco queria criticar a maneira errada em que a sociedade vivia, pois mostra aqui os interesses existentes nos casamentos já marcados, as famílias não se preocupavam com a felicidade da filha mas sim no próprio bem-estar, devido a brigas e confusões das famílias no passado seus filhos é que padeciam não podendo viver o seu amor.
    O clero foi aqui criticado pois mostrava-se a maneira como as freiras viviam num convento, eram mesquinhas e ligavam a tudo mas pouco a Deus.
    È uma linda história de amor, o verdadeiro e único amor resiste a tudo, o amor é mais forte que qualquer outro obstáculo, este amor tornou-se a perdição destes jovens, pois eles morreram por ele.
    A única maneira que houve para o amor vencer foi a morte.
    Talvez depois das suas mortes os jovens iriam poder viver o amor que tanto queriam.




  • Excerto lido:

    “ «Considero-te perdida, Teresa. O sol de amanhã pode ser que eu o não veja. Tudo, em volta de mim, tem uma cor de morte. Parece que o frio da minha sepultura me está passando o sangue e os ossos.
    Não posso ser o que tu querias que eu fosse. A minha paixão não se conforma com a desgraça. Eras a minha vida: tinha a certeza de que as contrariedades me não privavam de ti. Só o receio de perder-te me mata. O que me resta do passado é a coragem de ir buscar uma morte digna de mim e de ti. Se tens força para uma agonia lenta, eu não posso com ela.
    Poderia viver com a paixão infeliz; mas este rancor sem vingança é um inferno. Não hei-de dar barata a vida, não. Ficarás sem mim, Teresa; mas não haverá aí um infame que te persiga depois da minha morte. Tenho ciúmes de todas as tuas horas. Hás-de pensar com muita saudade no teu esposo do Céu, e nunca tirarás de mim os olhos da tua alma para veres ao pé de ti o miserável que nos matou a realidade de tantas esperanças formosas.
    Tu verás esta carta quando eu estiver num outro mundo, esperando as orações das tuas lágrimas. As orações! Admiro-me desta faísca de fé que me alumia nas minhas trevas!... Tu deras-me com amor a religião, Teresa. Ainda creio; não se apaga a luz que é tua; mas a providência divina desamparou-me.
    Lembra-te de mim. Vive, para explicares ao mundo, com a tua lealdade a uma sombra, a razão por que me atraíste a um abismo. Escutarás com glória a voz do mundo, dizendo que eras digna de mim.”


    O porquê de ter lido este excerto:

    Esta é apenas uma das muitas cartas estabelecidas entre Simão e Teresa, era a única forma que eles tinham para se contactarem.
    Nesta carta mostra a agonia, o sofrimento causado por aquele amor impossível, um amor que eles tanto desejavam, mas que ninguém os deixava viver.
    Viram-se sem forças para continuar. Este excerto mostra que o Amor não traz apenas coisas boas, mas também bastante sofrimento, por isso escolhi este excerto.